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VÍDEO DA SEMANA

 

November 02

MOVIMENTO PELA REGENERAÇÃO DA IGREJA NA HISTÓRIA




MOVIMENTO PELA REGENERAÇÃO DA IGREJA NA HISTÓRIA


Nos dias da Reforma Protestante, 95 foram as teses. Hoje a tese é uma só: Se tudo é Graça de Deus, então, não há barganhas a serem nem propostas e nem aceitas, jamais.

Portanto, eis como segue:

1. Há um só Deus, que se revelou como Pai, Filho e Espírito Santo; sendo, no entanto, um só Deus; e tal realidade divina pode ser por nós apenas crida, mas jamais entendida. Ora, sem fé é impossível agradar a Deus!

2. Tudo e todos os que existem foram criados por Deus e para Deus; e Deus ama a todas as Suas criaturas e criações; posto que sendo amor a natureza de Deus, tudo o que Ele criou por amor o criou.

3. Deus é Amor; portanto, Deus é Graça; visto que somente no Amor há Graça; sendo também esta a razão de Deus haver feito o Sacrifício Eterno pela Sua criação e todas as Suas criaturas, antes mesmo de criar qualquer coisa; posto que o Cordeiro Eterno de Deus, que é também o Filho, entregou-se como Redenção e Remissão de pecados antes que qualquer coisa, ente, criatura ou dimensão tivessem sido criadas.

4. As transgressões que houve e há na criação, não demandaram de Deus um “improviso”, um remendo; posto que a Graça do amor de Deus revelado aos homens não seja um improviso, mas a consecução do amor que já se dispusera a tudo por amor à criação antes de haver mundo.

5. Deus é amor, é, portanto, Pessoa; pois não há amor sem pessoalidade. Por isto ao criar seres capazes da pessoalidade, Deus chamava a Sua criação a um vinculo de relacionalidade com Ele, em amor, verdade e graça.

6. Sendo Deus Eterno e Infinito, e o homem mortal e finito, não há meios de o homem ou qualquer criatura discernirem Quem Deus é a menos que Deus faça revelação de Si mesmo.

7. Portanto, tudo quanto de Deus possa ser sabido nos vem exclusivamente por revelação; seja a revelação Dele mediante a Natureza das coisas criadas, seja pela iluminação da consciência, seja pelas Escrituras que decorreram da fé de Abraão, seja pela ciência como apreensão da revelação livre que Deus faz de Si mesmo.

8. A Palavra de Deus, portanto, se manifesta de muitos modos; entretanto, uma só é a Palavra; e toda a sua revelação está manifesta em Jesus, que é o Verbo Eterno, a Palavra antes de qualquer Natureza, Consciência, Ciência ou Escritura; posto que somente em Jesus seja possível discernir Deus em Sua plenitude de revelação aos homens. Afinal, Jesus disse: “Quem me vê a mim, vê o Pai” [...] “Eu e o Pai somos Um”.

9. Sendo Deus Eterno e totalmente transcendente ao homem, tudo o que Dele nos venha é Graça; e sem Graça, favor divino em todas as coisas, nada pode ser por nós apreendido como bem eterno em razão de nossa incapacidade de discernir o Eterno e Infinito, especialmente quanto a aprender a Sua vontade.

10. Além disso, pela mesma razão, somente se pode manter relação com Deus mediante a fé, posto que a fé se abra para todas as coisas, visíveis e invisíveis; e mais: somente a fé não conhece impossível; portanto, somente pela fé se pode manter vinculo com Aquele está para além de toda compreensão.

11. Ora, sendo Jesus o Cordeiro Eterno de Deus que se manifestou na História, o fez no mesmo espírito da Graça Eterna, a mesma concedida à criação e às criaturas antes que houvesse mundo. Por isto Jesus não é o Deus dos cristãos, nem de qualquer grupo humano, nem o fundador do Cristianismo, nem o Deus dos crentes que assim se confessem apenas pela filiação a uma agremiação religiosa... Antes pelo contrário, Ele é a verdadeira Luz que vinda ao mundo ilumina a todos os homens; posto que Jesus tenha sido apresentado a nós como pertencendo a uma Ordem Sacerdotal Superior, não religiosa, não humana, e que é descrita como sendo a Ordem de Melquizedeque, na qual todos os seres humanos, sabendo ou não de tamanha Graça a eles disponível em Cristo, nela estão incluídos por uma decisão unilateral do amor de Deus; posto que Deus estivesse em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo.

12. Desse modo, tudo quanto concerne ao homem como necessidade, surge de Deus como solução do amor na Graça; a saber: arrependimento, fé, salvação, redenção, perdão, justificação, alegria, santificação e esperança eterna. Assim, não há nada que seja essencial ao homem que seja provisão do homem para o homem; pelo contrário, tudo provém de Deus.

13.  Por esta razão o povo de Deus é o Povo da Graça; pois, quem quer que esteja em Deus só o está em razão de ter sido incluído gratuitamente em tão grande salvação.

14. Além disso, esse Povo de Deus é chamado a tornar-se seguidor de Deus nos passos de Jesus; e, por isto, só é Povo de Deus [e, portanto, Igreja], aquele que se entregar a Deus apenas crendo que no Cordeiro Eterno, Cristo Jesus, Tudo Está Consumado; não restando ao homem nada a fazer a fim de completar o que já estava Feito antes de haver mundo.

15. É porque o Evangelho é assim, e porque Jesus assim ensina, e, além disso, por ter sido apenas este o Fundamento Apostólico sobre o qual a revelação da Nova Aliança se deu, é que afirmamos com temor e santo temor que:

15.1. O que se fez nesses 1700 anos de História Cristã Romana, da qual a própria Reforma Protestante não deixou de ser herdeira, rompendo com muitas coisas, mas não com todas, tornando-se assim, de certa forma, apenas uma Re-forma, mas não uma Revolução de sentidos, conteúdos, e, sobretudo, de simplificação não de formas, mas de espírito — é ainda algo totalmente insatisfatório; posto que seja ainda um reformar, mas não uma ruptura de conteúdos, de dogmas, de doutrinas humanas, de lógicas mundanas, todas elas criadas pelo Pai do Cristianismo e seus auxiliares históricos: o Imperador Constantino.

15.2. Que o que provocou a Reforma nos dias dos Reformadores do Século XVI, tornou-se algo revivido com ênfases e disfarces de maldade ainda maior entre nós, hoje; posto que agora tudo seja feito com máscaras do “nome de Jesus”, porém, com modos que fazem as vendas de Indulgências que deram pavio ao fogo da Reforma, tornarem-se temas inocentes de presépio infantil.

15.3. Que as barganhas, as negociatas, as campanhas de exploração da credulidade do povo, o uso perverso da Bíblia, o espírito de troca e comercio, as maldições e ameaças pronunciadas “em nome de Jesus”, os novos apóstolos do dinheiro e da prosperidade, o desenfreado comercio da fé como produto, a utilização de todos as formas de manipulação e engano, as inegáveis manifestações de ações criminosas em nome da fé, o uso político da igreja e do nome de Jesus, e tudo quanto entre nós hoje se define como “igreja” e sua prática histórica, não mais é que um estelionato sem tamanho e medida, e que faz a Igreja Católica do Século XVI uma entidade de bruxos aprendizes daqueles que entre nós hoje são pastores, bispos, apóstolos e candidatos diabólicos à divindade.

15.4. Que não é mais possível usar termos como “evangélico”, que deveria significar “aquilo que carrega a qualidade do Evangelho”, nem termos como “Igreja”, que deveria apenas ser a assembléia dos crentes no Jesus dos Evangelhos — posto que “evangélico” tenha se tornado aquilo que no Evangelho é descrito como sendo anti-evangélico, e “Igreja” tenha se tornado aquilo que no Evangelho é apenas uma multidão perdida e sem pastor, tamanho é o descaminho dos seus guias e condutores do engano.

15.5. Que não é mais possível conviver passivamente com tamanho engano blasfemo, sob pena de nos tornarmos indesculpáveis diante de Deus, desta geração, e das que ainda virão.

15.6. Que hoje se ouve a Voz de Deus, dizendo como fez antes muitas vezes, e no futuro ainda voltará a dizer: “Sai do meio dela, ó povo meu!” Sim, pois “o Senhor conhece os que Lhe pertencem”; e deseja separar Seu Povo do convívio perverso não no “mundo”, mas, sobretudo, no “ambiente chamado ‘igreja’”; posto que, pela anuência silenciosa, estamos corroborando o engano para aqueles que não sabem discernir entre a mão direita e a esquerda.

15.7. Portanto, convidamos a todo aquele que ainda crê em Jesus segundo a pureza do Evangelho, que assuma hoje, e para sempre, uma total ruptura com tudo aquilo que se disfarça sob o nome de Jesus, mas que nada mais é do que manifestação do engano, até que chegue o Dia quando todo “Senhor, Senhor” que não teve correspondência de obediência ao Evangelho, de Jesus ouvirá o terrível “Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim todos vós que praticais a iniqüidade”.

15.8. Aqui, sem alarde, com total sinceridade no Evangelho, convidamos você a abraçar a busca da Regeneração; pois, o que a “igreja” precisa a fim de se tornar Igreja, segundo Jesus, é de Regeneração, de conversão, de arrependimento e de iluminação do Evangelho na Graça de Deus.

15.9. Portanto, não temos barganhas a fazer com tudo aquilo que, mesmo sendo anunciado “em nome de Jesus”, nada tenha de Jesus e do Evangelho; e assim fazemos porque temos certeza de que seremos cobrados por Deus se nos mantivermos alheios, silenciosos, perversamente educados no nosso assistir da mentira na sua prevalência histórica contra a verdade e a simplicidade do Evangelho.

15.10. Estas são as teses puras e simples deste momento/tempo de Busca de Regeneração de nós mesmos no Evangelho. Quem diz amém ao Evangelho de Jesus, esse não temerá viver todas as implicações dessa decisão proposta não como Reforma, mas como Regeneração.

 

Nele, que nos chama a servi-Lo hoje, nesta geração, pois a ela estamos endividados pelo conhecimento da Verdade em Jesus,

 

 

Caio Fábio D’Araújo Filho                                          

E quem mais assinar antes ou depois de minha assinatura...

21 de outubro de 2009

Lago Norte

Brasília

DF


AGORA, SE VOCÊ LEU E LEU COM A DEVIDA ATENÇÃO, OUÇA-ME, POR FAVOR:
Eu mesmo sou um desses que começou sem alardes e por decisão própria este movimento. Em primeiro lugar, rompi interiormente com tudo aquilo que não condizia com Evangelho segundo Jesus; em segundo lugar, rompi históricamente com a "igreja", por não ter nada em mim que se ligasse a ela, pois por ela fiz tudo o que esteve ao meu alcance e o fiz por amor a Palavra e ao povo. O Senhor e muitos são minhas testemunhas. Em terceiro, porque o que prego e o que muitos tem pregado nestes dias à "igreja" não carrega o espírito do "contra", como pode parecer. Não somos contra, somos a favor do Evangelho e da regeneração do povo que se diz de Deus. Que no nome de Cristo Jesus a "igreja" se torne Igreja. Ainda há esperança. O movimento é movimento de amor e verdade, visto que amor sem verdade é não é amor, mas engano. 
Por tais razões simples e suficientes para mim, é que eu mesmo assinei, não só com os dedos, mas com o coração e com as convicções que tenho carregado já a um bom tempo. Se tem sido assim com você que seja conforme está em seu coração. Não por força e nem por violência, mas pela inequívoca voz do Espírito em você.
Eis o link para a assinatura dos que, de fato, querem:

Que todos tenham a mente de Cristo.

Paz, consciência e fé para todos.

Samuel F. Andrade
(Filho da Graça em busca de constante regeneração para si mesmo e para todos).




October 09

SER CRIANÇA...


"Deixai vir a mim as criancinhas..." - Jesus


SER CRIANÇA...


É amar a vida e curti-la de forma saudável e simples...

É se encantar com as belezas da existência, sem preocupações com valores materiais...

É ser feliz sem precisar de muito...

É estar no meio de pessoas diferentes e ainda assim relacionar-se com elas sem fazer acepções...

É cair, chorar e levantar de novo...

É ser honesto com a dor e chorar sem pudor...

É ser alguém inacabado com um longo chão existencial para caminhar, aprender e crescer...

É viver o Hoje sem preocupações com a amanhã...

É andar de mãos dadas e correr ao fragor do vento...

É gostar de ir para a luz, é gostar do que é doce, é movimentar-se e não parar...

É falar o que vê, sem medo de sansões; é, ao mesmo tempo, ter disposição de aprender...

É perguntar sem rodeios, é querer saber com simplicidade o que é desconhecido...

É ser honesto com o cansaço...

É dormir e sonhar com anjos...

É acreditar que pode...

É comer sem neuroses...

É enfrentar com santa ingenuidade...

É admitir os medos...

É amar a presença dos pais e deles, sem vergonha ou sem qualquer resistência, DEPENDER e ENTREGAR-SE em plena CONFIANÇA.

Nisto vejo a maior característica de uma criança e do SER-CRIANÇA, pois qual criança não necessita dos cuidados dos pais?

Por esta razão, Jesus, nosso Senhor, nos convida a vivermos de tal maneira que nos tornemos como UMA CRIANÇA. Guardando as devidas proporções, é possível sim ser criança, desde que olhemos para o Pai que nos ama, com Amor Maternal, com a confiança de uma criança para com o seu pai e sua mãe.

Uma criança é um ser dependente e não se envergonha de tal coisa. À medida que vai crescendo e que vai tomando consciência “adulta” é que ela vai se afastando dos pais e já não permite que os mesmos a tomem pela mão.

Diante do Supremo Pai, no entanto, não é bom que se ande sozinho, pois distante Dele não há segurança para a alma.

Apesar do cuidado de Deus para conosco, isto não significa dizer que Ele queira fazer de nós filhos debilóides, sem qualquer liberdade para tomarmos decisões e nos responsabilizarmos pelo que temos abraçado. Não! Esta não é e nunca foi a pedagogia do Pai dos pais. Com Ele e Nele o processo de relacionamento-aprendizagem segue mais ou menos o que acontece nas relações pais e filhos. Há um tempo de se tomar decisões e de uma certa autonomia para as responsabilidades que vai crescendo na medida em que se vai crescendo como individuo consciente das coisas. Porém, felizes são aqueles que vão crescendo preservando o SER-CRIANÇA, sobre tudo, a condição de dependentes de Deus.

E, aqui para nós, não é assim que deve ser?

Sabe daqueles bons conselhos que nós aprendemos com nossos pais humanos? Já não somos mais crianças, do ponto de vista da idade, mas basta consideramos o valor das velhas lições ao ter que tomarmos certas decisões para estarmos agindo como “crianças”.

Ora, isto pressupõe humildade e obediência.

Humildade para aceitar a amorosa e corretiva instrução dos pais que é experimentar autonomia sem a arrogância dos “independentes”, que é agir com responsabilidade adulta, sem perder a doçura e leveza de ser-criança.

Quanto à obediência, falo não daquela que é devida à criança-criança e que está implicada na basicalidade de regras a serem seguidas por quem não atingiu a maior idade, ou seja, o tempo da consciência. Falo, na verdade, da obediência que se vale da consciência como fonte para as decisões responsáveis, visto que uma vez cônscios espiritualmente da Graça do Pai, a Lei-regras já não precisa exercer poder em nós, apenas a Lei produzida pela AMOR que sendo em nós VERDADE nos libertará para sermos adultos-crianças, ou seja, gente com cabeça de homem e coração de menino; gente que amadurece ao passo que vai descobrindo ou re-descobrindo a simplicidade essencial que se vê nas crianças.

Ser criança em Deus é isto. E felizes são aqueles que se tornam como uma criança, POIS DAS TAIS É O REINO DOS CÉUS.

Pense nisto, creia nisto e caminhe na paz dos filhos de Deus.

Um feliz Dia das Crianças e felizes dias para todas as crianças da Terra... às crianças-crianças, aos adultos-crianças, às crianças que têm perdido violentamente a oportunidade de viverem como crianças, aos adultos que precisam ser crianças, à todos os homens e mulheres que precisam ver nas crianças uma revelação de Deus para a humanidade.

Jesus viu tal revelação.

E você?

 

Nele, em quem quero aprender a viver em confiança, em verdade, em autêntica simplicidade e em encantamento pela Vida.


Samuel Andrade

Recife, PE - Brasil


October 02

A DIETA DE JESUS


A DIETA DE JESUS 

Mt.17:14-21 

E, quando chegaram à multidão, aproximou-se-lhe um homem, pondo-se de joelhos diante dele, e dizendo: Senhor, tem misericórdia de meu filho, que é lunático e sofre muito; pois muitas vezes cai no fogo, e muitas vezes na água; E trouxe-o aos teus discípulos; e não puderam curá-lo. E Jesus, respondendo, disse: Ó geração incrédula e perversa! até quando estarei eu convosco, e até quando vos sofrerei? Trazei-mo aqui. E, repreendeu Jesus o demônio, que saiu dele, e desde aquela hora o menino sarou. Então os discípulos, aproximando-se de Jesus em particular, disseram: Por que não pudemos nós expulsá-lo? E Jesus lhes disse: Por causa de vossa pouca fé; porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível. Mas esta casta de demônios não se expulsa senão pela oração e pelo jejum.

 ***

Pois bem, segundo o texto acima, vimos que para vencer o Inimigo a dieta proposta por Jesus é jejum e oração. Isto significa dizer que precisamos nos abster do "si mesmo" e por outro lado devemos nos alimentar de Deus por meio da oração (que nada mais é que uma vida de comunicação, comunhão, relação pessoal com Deus), sem a qual se torna difícil de vencer certas possessões corpóreas e psicológicas para não dizer impossível.

 

Que estejamos vigilantes quanto aos canais abertos em nossa alma para que seres “alienígenas do mau” não nos "invadam". Não falo de possessão física que paralisa os sentidos e que governa os movimentos do corpo, mas de uma outra possessão, muito mais corriqueira, muito mais sutil, muito mais sorrateira, culturalizada e, que por isto, até por muitos apreciada.

 

Um exemplo comum é o que acontece no mundo da moda. As pessoas estão cada vez mais possessas por uma vaidade narcisista sem precedentes, buscando a qualquer custo - e o preço por vezes é bastante alto - sentirem-se “bem”. Nesta hora o Diabo não se manifesta de forma escandalosa, com grunhidos, ranger de dentes e fazendo do corpo de alguém um objeto sem controle. Não! Quando tais canais interiores se abrem nos homens o Diabo “possui” de um jeito diferente. Neste caso apenas dando uma mãozinha para que a vaidade humana se torne em algo super-potencializado transformando-se numa força tenebrosa de morte. Não faltam exemplos de moças e rapazes que se matam em favor do corpo, fazendo morrer a alma, a saúde da mente, as relações humanas, os valores mais elevados, o prazer saudável, a benção da vida comum e simples, os tesouros espirituais... Ironicamente acabam matando também o que defendem como bem maior: o corpo.

 

Não é assim que tem sido?

 

Fomos advertidos: “somos tentados pelas nossas próprias concupiscências”, como disse Tiago, irmão do Senhor. Neste caso, o que nos resta é o NEGAR-SE A SI MESMO (jejuar, abster-se das inclinações naturais da carne que são pendores para a morte, sendo brechas para “possessões” ou mesmo possessões), TOMAR A CRUZ (assumir a benção da justificação pelo sangue de Cristo, da missão de amar e suas responsabilidades pessoais diante das decisões da vida) e SEGUIR A JESUS (viver em oração, conexão filial, comunicação constante com o Senhor, sem neuroses).

 

Coisa que Judas - um outro exemplo - não conseguiu fazer (viver em comunhão com o Senhor) apesar de caminhar historicamente com Jesus. A porta de entrada para que o Diabo entrasse nele (quando este estava no cenáculo com Jesus e os demais discípulos por ocasião da Ceia) foi justamente sua justiça própria, sua ambição, sua vaidade. Não há registro bíblico de que tenha havido nesta hora qualquer manifestação característica de uma invasão demoníaca ao corpo e aos sentidos de Judas. Judas apenas foi totalmente invadido por sentimentos e pensamentos egoístas que receberam o reforço e o “Ôpa! Tô aqui” do Diabo. Isto significa dizer que a velha Serpente se alimenta do pó da terra (como disse a Adriana ou o Caio) as quais são: inveja, malícia, ambição, mentira, soberba, luxúria, princípios e valores de um mundo que caminha na contra-mão do Reino, tudo fruto de uma alma esvaziada da presença de Deus. Não é na verdade de fato assim?

 

Nem sempre ele chega tentando arrombar a porta, na maioria das vezes ele, o Diabo, prefere entrar quietinho, com sapatinho de lã, pelas brechas da nossa alma e aí... ele pode "possuir", ou seja, de forma subjetiva.

 

Quem, no entanto, crer e se apropria da graça que nos liberta da condenação do pecado, das acusações do Diabo, das tentações-inclinações do coração e do fluxo espiritual e cultural deste presente século, este tal sabe que não haverá espaço dentro de si para invasores, pois maior é o que está em nós do que o que está no mundo.

 

"E se aparecer em nosso caminho um pai, uma criança, uma senhora ou um jovem literalmente com o diabo no coro?"

 

Meu irmão, minha irmã, sem teologizações apenas tenho que dizer o que a nós foi ordenado por Jesus: expulse apenas confiado no nome Dele.

 

"E se eu sentir medo?"

 

Você não seria o primeiro e ainda assim vencer tal situação com graça e amor, uma vez tomando a decisão de enfrentar “o bicho” confiado em Jesus.

 

O Rev. Caio conta de uma situação em que ele pensou que iria ser esfaqueado por uma mulher possessa, mas que pela Graça Divina conseguiu continuar naquele embate crendo que o Amor de Cristo o faria vencer... e venceu. Sem alardes neo-pentecostais. Com tal exemplo, aprendemos o seguinte: melhor que andarmos neurotisados sobre esta questão e preocupados com o medo que possa surgir é a gente crer no Amor de Deus que poderá se manifestar poderosamente em momento próprio para lançar fora nosso medo e nos instrumentalizar em favor de alguém. Entende?

 

"E quanto aos charlatões que dizem expulsar demônios e fazem disso um grande negócio?"

 

Esqueça-os. Deixo-os com Deus. Ele sabe o que fazer com estes. Não compete a nós perder tempo com tais especulações, apenas denunciar o falso profeta quando autorizados por Deus.

 

Que o Senhor nos ensine a usarmos da fé, por menor que seja. Que Nele este dom cresça em nós para o nosso próprio bem e para o bem de outros, pois, assim como no tempo de Jesus há muitos possessos e doentes de alma nos dias de hoje e entre nós.

 

Por estas razões, digo: NÃO NEGLIGENCIE A SUA ALMA, NÃO SUBESTIME O MAU, AME A DEUS e serás uma benção para esta geração adoecida e possessa. Sem dizer que a dieta de Jesus faz muito bem a nossa própria alma.

 

Que seja assim...

 

 

No poder do Nome e do Amor de Jesus,



--
 
Samuel F. Andrade
Recife, PE - Brasil
August 28

O FILHO REVELA O PAI



O FILHO REVELA O PAI


E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai”

João 1:14

________________________

 

Se eu fosse falar do meu pai diria que temos algumas coisas em comum. Ainda garotinho, algumas pessoas já identificavam o que eu mesmo não percebia em mim que denunciava o sangue, o DNA, o comportamento, os gostos, o jeito, os traços, etc. Por exemplo, diziam que eu andava como ele. Além disso, torcemos pelo mesmo time, gostamos de comer alguns pratos parecidos, como uma boa charque acebolada. Bom, na verdade não há muitos pontos em comum, mas isto não me faz sentir alguém distante dele, pois aprendemos o respeito entre as nossas diferenças. 

Existem filhos que tem muito mais coisas em comum com seus pais que eu com relação ao meu, mas por mais que haja tal afinidade ninguém pode dizer o que Jesus pode dizer com relação ao seu Pai. Ele disse: “Eu e o Pai somos um”. E ainda: “Quem vê a mim vê o Pai”. 

As relações humanas entre pais e filhos por melhores que sejam e por mais afinidades que possam ter, ainda assim, não há quem possa no mundo dizer o que Jesus pode dizer com relação ao Pai e vice-versa, ou seja, ninguém revela o próprio Pai da maneira como Jesus, o Filho, revelou. 

Desta maneira, estamos diante de uma afirmação que faz toda diferença para os estudiosos da teologia e para os que buscam entender Deus. 

Muito da nossa teologia ou visão a respeito de Deus não só está carregada de velhos e antiquados pressupostos da especulação humana, mas muito da nossa percepção de Deus vem de nossa experiência enquanto filhos de pais biológicos ou não. Deus-Pai, para muitos de nós tem a cara do nosso pai terreno ou é a imagem e semelhança da religião dos homens e de seus teólogos. 

O “Deus-Pai” crido pela maioria das pessoas é bastante carrancudo; vive à caça das minúcias de nossas ações; é tiranicamente exigente; teórico; extremamente formal e burocrático, portanto não atende em qualquer lugar e de qualquer forma; trata-nos sempre como seres irresponsáveis; pedagogicamente é alguém que só ensina  na base do “se” e que constantemente põe seus filhos para se ajoelharem no milho ou à exporem as mãos para a palmatória; não é alguém com quem se possa conversar abertamente; para este “Pai” humor e diversão é sempre pecado; sua dieta é severa; sua paciência é curta; seu amor é condicional; a manifestação de sua autoridade sobre o mau depende de alguma forma de nossa força; sua misericórdia é limitada, seu humor inconstante, etc e tal. Quer dizer, tal “Pai” está mais para padrasto - e olhe lá! -, pois tem padrasto que dá de 10 a zero neste “Pai”. 

Tal percepção sobre Deus pode não ser explicitamente assumida, mas está implicitamente estabelecida no interior de muitos que tentam conhecer Deus seja por meio da religião, seja por meio de idéias cujas raízes estão arraigadas na própria experiência com seus pais, nossos arquétipos de Deus. Olhe, compare e veja se o que estou dizendo não é verdade. E mais, quanto mais religiosos forem os pais, mais parecido será Deus com eles. 

Em Cristo, tudo isto acabou. Não há mais esforços teológicos a serem empreendidos, pois Jesus põe fim a tais especulações que transformaram o que deveria ser relação de amor com o Deus-Pai em religião de barganhas. Como também entender as declarações de Jesus com relação ao Pai nos ajuda a irmos desmontando tais percepções pessoais sobre Deus que faz d'Ele do tamanho de nossas experiências em razão das relações que tivemos e da educação que recebemos. 

Quem vê Jesus, vê o Pai e ponto final! Em Jesus se ver o jeitão do Pai, a voz do Pai, a maneira de andar do Pai e de como Ele se lida com os homens, em fim, quem quiser saber como o Pai é de fato olhe para Jesus e verá que Deus é amor, é perdão, é acolhimento incondicional, é cura, é graça, é misericórdia, é intimidade, é carinho, é cuidado, é amizade, é verdade, é vida e liberdade. Pensar em Deus sem olhar para Jesus é abrir-se para muitas caricaturas de Deus, em geral muito feias e distorcidas. 

Nestes dias de tanta confusão espiritual o convite é para que olhemos para o Filho, pois o Filho revela o Pai e revela-o como ninguém e com uma exatidão que só Ele poderia ter, pois Ele, Jesus, é a expressão exata do Ser. 

Nestes dias o convite é para que os filhos se convertam aos pais, ou seja, honrem e perdoem os pais e os liberem de responsabilidades que hoje são nossas. 

Nestes dias o convite é para que os pais busquem no Pai Eterno o cuidado e as orientações para ensinarem aos filhos o caminho em que devem andar... 

...E o Caminho é Jesus. 

Como disse o Pai: “Este é o meu Filho amado, em quem tenho prazer; a Ele ouvi”.

 

Que o Pai Eterno abençoe a todos os pais e filhos desta geração, no Filho que o revelou cheio de graça e de verdade. 

 

Em amor, 

 

Samuel Andrade

Recife, PE – Brasil

Dia dos Pais / Agosto de 2009 D.C. 


June 21

VERDADE SEM AMOR É ARROGÂNCIA... O QUE VOCÊ ACHA DISSO?


VERDADE SEM AMOR É ARROGÂNCIA...

O QUE VOCÊ ACHA DISSO?

 

Fico pensando às vezes no que vejo em algumas pessoas que já tive a oportunidade de conhecer na caminhada. Uma dessas pessoas fazia questão de exaltar a sua sinceridade e se dizia sempre verdadeiro diante das pessoas.

Por vezes vejo-me pensando e meditando sobre o que é ser realmente verdadeiro. Pois, é impressionante como o ser humano é capaz de em sendo “verdadeiro” para com os outros consegue ser, ao mesmo tempo, tão mentiroso consigo mesmo.

Deixe-me explicar melhor.

Tem pessoas que se apegam tanto a fatos e informações como verdades e se sentem tão na disposição de jogar certas coisas na cara do outro que acabam por deixarem de se perceberem por dentro. Para tais pessoas, a verdade é sempre alguma coisa para fora e nunca para dentro, para os outros e nunca para si. Tais pessoas se apegam com muita facilidade ao que chamam de “meus direitos” e “razões” sem enxergarem as razões da própria alma, ou seja, aquilo que as levam a assumir tal postura diante dos outros e da vida, como também não enxergam o direito do outro, nem que seja, ao menos, o direito da segunda chance.

Pense bem nisso: você é assim? Você é do tipo que nunca abre mão de um direito por mais que haja razões para tal?

Devo dizer o seguinte: VERDADE SEM AMOR É ARROGÂNCIA.

Pense nisto! Será que não está na hora de ceder um pouco? Será que não seria o caso de você perder um pouco para ganhar mais? Será que não seria o caso de você fazer o bom sacrifício em favor de alguém, pelo simples fato de você mesmo, se caso estivesse no lugar do outro, tivesse o desejo de ter uma segunda chance? Será que não seria melhor, por razões mais elevadas, deixar um pouco de lado suas razões para ganhar o outro?

Convite a fazer média com outros? Não. Quem me conhece sabe que não sou dado às médias, mas a verdade e a sinceridade. No entanto, entendo que mais do que ser sincero com os outros, devemos ser sinceros com o nosso coração. Quantas vezes o que chamamos de “verdade” ou “sinceridade” não passa de uma projeção que fazemos sobre o outro? Nos vemos tanto no outro e vemos no outro características interiores tão nossas e que tanto nos desagradam que se torna, por vezes, quase inevitável não emitirmos algum juízo de valor... E então dizemos na lata com “sinceridade” as “verdades” que o outro "precisa" ouvir sem que tenhamos feito um mínimo de auto-avaliação sobre a nossa própria condição de alma que por vezes pode estar em situação muito pior que a do outro. Quando assim acontece acabamos nos condenando naquilo que aprovamos. Não é no mínimo irônico?

Disse Jesus: “Não julgueis para não serdes julgados, pois com a mesma medida que medirdes, vos medirão também”.

Deste modo, fica-nos vedado o sermos arrogantemente sinceros e o sermos diabolicamente verdadeiros, pois, por trás de muitas “verdades” o que há é a motivação arrogante de ser maior e melhor que o outro. Neste caso todas as razões que se possam ter, perdem a razão de ser, visto que algo só é se for por amor. Sem amor, nada do que eu faça ou diga terá valor.

No entanto, tudo que é por amor é válido, pois o amor é a legitimação de tudo que se possa fazer. Quando o amor é verdadeiro a verdade é sempre amorosa ainda que seja dura tal verdade.

Não estou falando aqui de que nunca se deva falar com certa firmeza sobre certas verdades que outras pessoas precisam ouvir. Sinceridade sempre. Verdade sempre. Aliás, é por causa de um grito que uma boiada pode ser salva. O próprio escritor do Livro aos Hebreus diz que Deus castiga a todos quanto ama. É possível que Deus às vezes nos dê uma surra de palavras muito fortes para acordar nossas mentes e corações de sonos profundos de auto-engano. Eu creio nisto! A Palavra de Deus está cheia de palavras que me admoestam, me exortam, me alertam, me confrontam com a radicalidade das verdades-realidades do meu ser. Doe um bocado, mas no final faz um bem danado. Rsrs...

Gostaria de te dar a oportunidade de meditar nestas palavras, assim como eu mesmo tive e tenho tido esta oportunidade. Que você possa rever, quem sabe, o seu jeito de ser. Especialmente suas motivações quando está falando para alguém.

Você tem uma verdade para dizer a alguém? Você é suficientemente sincero para dizê-lo? Muito bem! Antes, porém, pergunte se esta verdade que você quer dizer é, antes de tudo, verdade em você. Por exemplo, chego para um amigo e digo para ele: “cara, você precisa deixar de falar dos outros”, quando você mesmo fala. Não é uma contradição?

Meu querido, minha querida, não sinta-se ofendido em nada. Aqui só estou compartilhando do meu próprio refletir. Se você tem feito este exercício da verdade e da sinceridade antes de tudo com você mesmo, parabéns. Continue! Este é o caminho.

Falando em caminho, vale lembrar o que Jesus falou.

Disse Ele: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”.

Não há melhor caminho para a verdade do que Jesus, pois Ele é aquele que revela o que somos por dentro, na medida que com Ele caminhamos, e é inevitável que isto não gere vida.

Verdade sem amor é arrogância, pois não há melhor razão para a verdade que o amor. Sem amor o que sobra é auto-engano, mentira e sombra no ser, ainda que se esteja falando a “verdade”.

Pense nisto!


“E conhecereis A VERDADE e A VERDADE vos libertará”.

 

No Caminho,

 

Samuel Andrade

Recife, PE - Brasil

03/04/2009 DC

 

Samuel F. Andrade

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Ordenado no dia dos 483 anos da Reforma Protestante (31/10), pastoreou e cooperou com algumas comunidades batistas e sempre se dedicou à pregação do Evangelho, discipulado, aconselhamento cristão para jovens, casais e todos que o procurem, como também palestras em várias áreas e em escrever vários textos de cunho reflexivo. Em sua concepção Deus não cabe em qualquer religião e o Evangelho de Cristo não é uma propriedade dos evangélicos ou de qualquer outra religião cristã. Aliás, ele propõe uma reforma constante, pois quando a reforma cessa uma forma se estabelece, que é algo extremamente prejudicial para quem quer buscar a Deus na simplicidade e subjetividade do Evangelho da Graça. Por causa da supremacia de Cristo não se define como “evangélico”, mas como um seguidor-discipulo do Evangelho de Cristo.

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